Músicas de Vaquejada: Mais tocadas, Top Artistas, Estilos e História

De vaquejada o brasileiro entende, de música então, nem se fala. E quando junta os dois, o resultado é, decerto, muita animação e muita sofrência. A vaquejada tem esse histórico de juntar muitas pessoas e, como falamos anteriormente no nosso artigo, também se tornou uma grande festa. E tem coisa melhor do que se reunir com os amigos para curtir um show legal?

Neste artigo, vamos falar sobre:

  • História da música de vaquejada
  • Sertanejo raiz
  • Sertanejo romântico
  • Sertanejo universitário & forró
  • Música de sofrência
  • Mulheres no gênero sertanejo
  • Marília Mendonça e a força feminina do sertanejo
  • A música de Wesley Safadão
  • Lista especial das mais tocadas

A história da música de vaquejada

A música sertaneja é um gênero brasileiro criado no início da década de 1910, e analogamente podem ser conhecidas como “moda”. Durante o período de interiorização do Brasil, portanto, as duplas eram definidas pelo violeiro e o cantor e essa configuração permanece até hoje.

Desde o início até o que se conhece hoje, entretanto, aconteceram algumas modificações no estilo. O ritmo, o contorno melódico, a instrumentação e até a letra ganhou, eventualmente, uma conotação diferente. Pode-se dizer até que foi recebendo influência nos outros estilos que surgiram com o passar dos anos, aliás.

O sertanejo raiz

A primeira era da música de vaquejada é marcada, inegavelmente, pela gravação oficial da primeira “moda”, em 1929. Na época, as músicas falavam sobre a vida do homem do interior e, principalmente, sobre a beleza bucólica e romântica das paisagens interioranas.

Sertanejo romântico

Com a guitarra elétrica, o sertanejo passa a ter uma conotação diferente em 1960. Enquanto o ritmo mais jovem vinha ganhando mais espaço no Brasil, artistas da época se inspiravam no estilo de vida cowboy de filmes de faroeste no seu figurino.

Na década de 80, o estilo musical ganhou um grande espaço nas mídias televisivas. Eventualmente nomes como Chitãozinho & Xororó, Rick & Renner, Leandro & Leonardo, Zezé de Camargo & Luciano começaram a ficar conhecidos no meio. Diferente do sertanejo raiz, o romântico abordava temas que, decerto, dialogam mais com o que conhecemos hoje: paixão e amor não correspondido.

Ganhando os telespectadores de todo o Brasil, o Sertanejo Romântico também ganhou as rádios e os grandes eventos de vaquejada, rodeio e provas equestres do país. O que, anteriormente, só podia ser ouvido no interior e nas rádios, nos anos 80 virou febre nas festas da geração jovem da época.

Sertanejo Universitário & Forró

Já por volta dos anos 2000, os estilos que ganharam força foram o forró e o sertanejo universitário. Os dois, aliás, ganharam a boca do povo e ocuparam os espaços das grandes elites brasileiras. É possível encontrar os dois estilos, inegavelmente, em festas privadas e até mesmo no carnaval!

As vaquejadas se tornaram, inegavelmente, a melhor forma de divulgar o trabalho dos novos artistas, tanto naquela época, quanto agora. Por ser um espaço onde os amigos se encontram, onde novas paqueras acontecem, é o local ideal para essas novas bandas estarem. Afinal, música é um instrumento que une todos em um só lugar, ainda mais a música de vaquejada.

A vaquejada é um espaço de muita alegria, confraternização e tradição. Entretanto, podemos dizer que também é um espaço que cabe um pouquinho de “tristeza”. E é claro que estamos falando de música de sofrência!

Música de sofrência

Sofrência é um termo “mundialmente conhecido” por ser uma analogia à “dor de cotovelo”. Denominada assim, a música de sofrência é, portanto, aquela que fala sobre desilusão amorosa, decepções, amores não-correspondidos, ciúmes e saudades.

A palavra ficou mais conhecida em 2014, quando o cantor Pablo surgiu com um estilo que conseguiu unir o arrocha, o brega e, sobretudo, o sertanejo. O novo estilo musical, inegavelmente, ganhou novas proporções quando esse e outros artistas aderiram à temática em suas composições.

E é inegável que o estilo faz sucesso, tanto que pode se considerar que ele ficou na lista dos gêneros mais tocados das músicas de vaquejada e, portanto, nas radios e players de músicas de todo o Brasil em 2018.

A sofrência abriu portas para novos artistas e, portanto, gerou uma grande identificação com o público por abordar temas que são conhecidos por todos nós. (Quem nunca sofreu por amor, né?) E por ser um espaço para integração, as pessoas se viram cada vez mais envolvidas pelo novo ritmo.

Artistas como Marília Mendonça (que hoje é considerada a rainha da sofrência), Felipe Araújo, Matheus & Kauan, Zé Neto & Cristiano, Maiara & Maraísa estouraram em pouco tempo mostrando que no “ramo da sofrência” tem espaço para todo mundo. Mas nem só de sofrência vive o sertanejo não, viu? Hoje as letras que falam sobre romance, celebração e tem espaço até para o empoderamento feminino!

Feminejo? O que é isso?

Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Simone e Simária, Naiara Azevedo, Solange Almeida, Paula Fernandes… Apesar da presença feminina não ser novidade, essas mulheres vem, entretanto, fazendo a diferença no estilo sertanejo nos últimos anos. Desde 2016, elas tem sido as mulheres mais ouvidas nas plataformas de música do Brasil, pois elas trazem letras que todo mundo se identifica.

O que elas fazem? Cantam letras que falam de ir a motel, chorar em bar, beber até cair, dar o troco, coisa que os homens também já veem fazendo desde a ascensão do sertanejo universitário. E a diferença? Elas buscam dialogar com as outras mulheres que estão em casa, falando que mulheres e homens podem se divertir juntos, cantar e chorar juntos.

Marília Mendonça e a força feminina do sertanejo

Não é de hoje que podemos notar as mulheres cantando musicas de vaquejada. Roberta Miranda, Inezita Barroso, As Galvão certamente já são nomes conhecidos desde a década de 40. Pode-se dizer que elas são as precursoras do feminejo como conhecemos hoje, pois também enfrentavam muitas barreiras e abriram portas para novas mulheres entrarem no mercado.

Marília é considerada a “embaixadora da sofrência” e, por ser uma representante forte das mulheres na música de vaquejada, ela estimulou a novas mulheres entrarem nesse caminho. Seu destaque é grande sobretudo entre os jovens, pois suas letras dialogam com a realidade de muitas mulheres e homens.

Além de ter um grande talento para trabalhar em suas composições, ela detêm um carisma que contagia a todos. A jovem cantora em seus shows já começa de forma irreverente, aliás. Com os dizeres “Não pode chorar, vomitar ou ligar pro ex”, ela, decerto, leva uma legião de seguidores por onde passa.

O sucesso da cantora fez ela levar o posto de maior quantidade de visualizações do país, juntas elas ultrapassam 4,7 BILHÕES. Ganhar essa quantidade de visualizações fez com que seu cachê inegavelmente subisse, mas não somente isso. O crescimento da Marília Mendonça também fez com que as outras mulheres que estavam no mercado crescessem junto com ela, tanto nas parcerias de sucesso, quanto nas presenças em shows de vaquejada e eventos em geral.

Além da rainha da sofrência, essas mulheres somam milhões de visualizações nas plataformas e tem sido estrelas das grandes vaquejadas de todo o país. Junto com grandes nomes como Gabriel Diniz, Wesley Safadão, Gustavo Lima, Gustavo Mioto, Jonas Esticado, Luan Estilizado, Wallas Arrais, Mano Walter, elas fazem da vaquejada verdadeiros espetáculos.

O fenômeno Wesley Safadão

A música de Wesley Safadão é conhecida em todo o território nacional e isso faz dele, decerto, um artista que arrasta multidões. Sua carreira na música de vaquejada começou, entretanto, bem cedo, em 2007 quando fazia shows em pequenas festas do estilo com sua antiga banda Garota Safada.

Hoje o cantor ostenta o posto de um dos cantores mais bem pagos e mais tocados, do gênero, do Brasil. O artista consegue agradar a todos por onde passa com suas letras que falam sobre amor, desilusão, festas, amizade… temas que causam identificação nos jovens. As músicas dele geraram tanta identificação com esse público que estão presentes nas vaquejadas de todo o Brasil.

As mais tocadas nas vaquejadas

Antes de listar para vocês as músicas mais tocadas das vaquejadas do Brasil, precisamos falar, contudo, sobre as maiores festas que acontecem e como elas impactaram o mercado de músicas de vaquejada no nosso país. Então vamos lá!

Vaquejada de surubim:

Ficou conhecida como a capital da vaquejada. Ela movimenta milhares de pessoas a mais de 30 anos no estado de Pernambuco. Por lá já passaram nomes como Aviões do Forró, Wesley Safadão, Gabriel Diniz.

Vaquejada de serrinha:

Apesar de ser mais nova em relação a Surubim, Serrinha tem hoje, todavia, o posto de maior vaquejada do Brasil. A festa acontece no estado da Bahia e também já recebeu grandes nomes do sertanejo como Zé Neto & Cristiano, Mano Walter, Bruno & Marrone.

Missa do vaqueiro:

Nem só de sertanejo vive as festas de peão do Brasil. Tem muito forró também nas terras de origem desse esporte tão forte hoje no Brasil que é a vaquejada. Já passaram, até então, pela festa Fulô de Mandacaru, Joquinha Gonzaga, Josildo Sá, Banda Magníficos e, sobretudo o “fundador” da missa Luiz Gonzaga.

Vaquejada Dom Roxão:

O garanhão Dom Roxão é, inegavelmente, um dos grandes destaques entre os cavalos de vaquejada de todo o Brasil. Os organizadores da vaquejada, aproveitaram a fama da grande estrela e já reuniram nomes como Gusttavo Lima, Xand Avião e Diego Silva para tocar nessa festa que homenageia e enaltece o cavalo. O evento, aliás, acontece também no estado de Pernambuco.

Vaquejada do milhão

Criada em 2018 em Alagoas, a vaquejada do milhão tornou-se conhecida por premiar um milhão de reais nas mais diversas categorias das modalidades da vaquejada. E para começar bem, ano passado a vaquejada recebeu as estrelas da música de vaquejada: Luan Santana, Xand Avião, Zé Cantor e Leo Santana.

Festa de peão de Barreto

 Conhecida na região sudeste, a festa de peão na região de Barretos/SP é o mais tradicional dos eventos de musica de vaquejada e provas equestres do país. Simone e Simaria, Gusttavo Lima, Gustavo Mioto, Fernando & Sorocaba, Chitãozinho & Xororó, Rionegro & Solimões. A festa conseguiu reunir, decerto, quem gosta de sertanejo raiz e universitário.

Agora que já falamos um pouco sobre as festas mais conhecidas e como elas ajudam a divulgar as músicas de vaquejada, podemos entender o por quê deles estarem entre as mais ouvidas nas listas de sites de música do Brasil. Desta forma, então, decidimos fazer uma lista com as mais conhecidas e mais tocadas nas rádios. Acompanhe abaixo:

Gabriel Diniz – Jenifer
Wesley Safadão e Aldair Playboy ft. Kevinho – Amor Falso
Wesley Safadão – Ar Condicionado no 15
Gusttavo Lima – Apelido Carinhoso
Gustavo Mioto – Anti-Amor Part Jorge e Mateus
Jonas Esticado – Moça do Espelho
Luan Estilizado – Pindaíba
Wallas Arrais – Eu Não Vou feat. Márcia Fellipe
Mano Walter – Não Deixo Não

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